O que é ser feliz?
É estar bem fisicamente, espiritualmente, financeiramente,
sentimentalmente?
É ter grandes conquistas, superar desafios, ser independente?
Com muita frequência nos deparamos com frases do tipo “Quero
ser feliz” ou “Buscando a felicidade”...
Partindo do pressuposto que o homem é um ser insatisfeito
por natureza, de que vale ir atrás de algo que, com certeza, não será
absolutamente satisfatório?
Alguém de fato considera-se ou conhece alguém feliz em toda
sua essência?
Por que passar uma vida buscando algo quem nem ao menos se
sabe da existência?
A felicidade não é um estado permanente, ela é um misto de
realizações e bons momentos que temos ao longo do caminho.
É absurdamente insana essa busca frenética pelo estado
permanente de felicidade.
Esse é um caminho tortuoso com inúmeras possibilidades de
frustrações.
Porque essa obrigação de buscar a felicidade?
Podemos não querer isso, conviver e viver bem com o fato de
que essa tal felicidade não existe.
Isto não é pessimismo nem tampouco conformismo, é apenas
realismo. É dizer não para as ilusões que fomos ensinados a alimentar
diariamente e conseguir viver como achar melhor, sem nenhuma busca incessante por algo
imaginário que pouco se sabe.
Esta palavra, sem uma definição plausível, está presente a
cada minuto nos mostrando a nossa provável incompetência em atingir o ápice da plenitude humana.
Desista disso!
Pense em viver bem apenas.
Tenha bons amigos.
Seja verdadeiro.
Viva de uma forma onde se divertiria e se orgulharia de ler
sua biografia.
Aceite a ideia de apenas “sentir-se” feliz, as vezes ou
poucas vezes.
Respeite seus limites, viva o momento e não tripudie em
qualquer sentimento que esteja dentro de você.
Desista desta ditadura da felicidade plena.
Desista de ser feliz!
Apenas desista.



