Hoje, além do normal preciso falar.
Preciso expulsar muitas palavras para tentar expôr a nova era que estamos vivendo.
Prole de nordestina com espanhol.
Nem preciso falar o quão quente não só é o sangue, bem como a capacidade de analisar nossa sociedade por dois viés.
Ancestralmente e até hoje a vida de nossa família foi permeada de muito trabalho e luta.
A fé católica de minha avó paterna, se mistura com a criação evangélica que tive.
Permaneço cristã, e como uma boa canceriana curiosa, tomo e sempre tomei o cuidado de me aprofundar em quem Jesus foi, e o que os fundamentalistas de plantão e chefes de estado que deveriam defender o bem comum e em nome de Cristo só faz difundir sua imagem e memória.
Já li a Bíblia e por diversas vezes a leio até hoje. Pasmem, pessoas de bem, não há UM ÚNICO evangelho escrito por Cristo.
Não é necessário, houve milhares de pessoas para escrever sobre sua divindade, sabedoria e seu infinito amor por TODOS, e também com quem costumava andar e auxiliar...
Qualidades hoje escassas no planeta, principalmente em nossa amada terra "mãe gentil".
Acordo num looping diário, como se, mesmo não sabendo o que foi estar no holocausto, é como se ele se institucionalizasse e a cada dia cria-se mais raízes em nossa sociedade que além de se dizerem "cristãos", reprisam na vivência de todos nós a necessidade de mostrar para a grande parte da população que ela não significa nada. (Tudo em nome de Deus, mas qual eles se referem, eis a questão)
Afinal, 1% da população detém a maior riqueza, sentindo assim "puros arianos -referencia a Alemanha nazista-".
Vamos analisar a história deste país imenso, rico, que é quase um continente inteiro.
Não houve descoberta alguma.
Não houve!!!
Esta terra estava habitada e bem cuidada pelos nossos ancestrais. Sim e ainda não cheguei a falar dos imigrantes e sim do povo indígena.
Povo que foi assaltado, morto, torturado, estuprado e sub utilizados para a construção de um novo "povo", ao qual eles não eram pertencentes.
Esses mesmos "sinhozinhos" que até hoje necessitam de nossa mão de obra para viver, mas consideram a maior parte da população como "minorias".
A força do trabalho vem dos menos favorecidos, e quando os que possuem a sabedoria da construção, do trabalho, da inteligência e mão de obra, sentem-se na obrigação de se curvar e adorar o "patrão" num complexo de Estocolmo doentio que não só barra a evolução humana como nós retrocede a um passado quase que medieval. Historicamente, nada mudou.
Infelizmente muito sangue derramado, antes para nos tornar "civis", continuam sendo derramados, aos montes, em reservas, quilombolas, comunidades e periferias.
Qual é nosso lugar?
Dentro desta, sim, minoria que detém os "meios" de produção, mas não tem ideia de como operá-los, não, não são a pura raça brasileira.
Até mesmo, porque seriam os Indígenas.
Pois bem, se existe alguma pura raça que não só detinham esta imensa terra a tratavam com amor e cuidado, coisas que hoje são crimes, sim são eles.
...
Período colonial, o Brasil depois de devastado, saqueado virou porto para malfeitores portugueses, uma espécie de penitenciária a longas léguas da Europa.
Mas calma aí, é muito grande, dá para explorar mais.
A "rádio peão" se espalhou.
E terras brasileiras eram oferecidas, principalmente para portugueses, italianos, espanhóis e japoneses, logo no início do século 19, mais de 4 milhões de ESTRANGEIROS já eram brasileiros.
E fomos crescendo...
Maior exportador de café, que coisa boa!
Terras de graça... Alojamentos sem custos...Venham todos.
Precisam de mais mão de obra, os imigrantes já possuíam terras, roubam-se negros como quem sobe no muro do vizinho para apanhar abacates e jogam numa sacola, milhares de pessoas sendo usadas como um objeto de trabalho. Período tenebroso né?
Mas existem imigrantes até hoje sendo "importados" nas mesmas condições em pleno século 21. Ahhhh Brasil e seus brasileiros RAIZ (sufixo Eiro, só existe para o povo do Brasil, [por que não Brasilês? Assim como Inglês, Escocês..]o que diz respeito a algum tipo de trabalho, ex: engenheiro, sucateiro etc... "No tempo colonial, ‘brasileiro’ era adjetivo que indicava profissão: tirador de pau-brasil. Como tal, sendo esses homens criminosos, banidos para o nosso país por Portugal, o adjetivo tinha significado pejorativo e por isto ninguém queria chamar-se ‘brasileiro’- com a palavra do Filólogo e tradutor Silveira Bueno)
...
Navios e navios com pessoas de todos os países imagináveis e inimagináveis chegavam para a terra onde havia "paz, fartura e trabalho" em meio a primeira guerra mundial.
E outra leva crucial de imigrantes na segunda guerra Mundial como sua base o fato do holocausto.
Agora era a vez de refugiados de países em meio ao conflito.
Bom, quem prestou atenção nas aulas de história, não só matéria aplicada, no fundamental 2, pelo menos, deveriam saber de cor o relatado acima, mas, por fim "a ignorância muitas vezes é uma dádiva".
26 de Janeiro de 2020.
O que mudou?
Quem somos nós?
Quem é você?
Posso resumir em genética : o famoso SRD (sem raça definida).
Os brasileiros "cristãos e de bem, que prezam a família tradicional" (o que também não há definição disso na escritura sagrada) consideram que os opositores a este desgoverno onde a cada dia retrocedemos 10 anos como "não brasileiros de verdade e que torcem para o Brasil se dar mal".
Colega, senta aqui...:
Amamos este país, e sabemos bem o termo "brasileiro" que vocês fazem referência.
E, sendo assim, falando por mim, sou cristã e não, NÃO SOU BRASILEIRA.
E você, quem é?

