domingo, 14 de junho de 2020

O problema não é você, sou eu.

Eu que vi um brilho nos seus olhos ao me ver, que acreditei ser diferente.

Eu que sucumbi aos olhares, sentindo que ali  havia algo presente.

Eu que me entreguei ao seu toque como se o mundo fosse acabar.

Eu que planejava “N” formas de conseguir te encontrar.

Eu que, prontamente, atendia toda e qualquer procura sua.

Fosse na madrugada, no meio do dia, “sem hora para a loucura.”

Eu que permiti acreditar que era diferente quando estávamos a sós.

E por vários momentos me perguntei o que seria de nós.

Eu que me deixei levar na intensidade e entreguei-me por completo.

Eu que fui pura verdade mesmo sabendo que fosse incerto.

Eu que acreditei em suas belas palavras e atitudes de carinho.

No fundo hoje percebo que você apenas se via sozinho.

Eu que o colocava como luz em meus momentos de trevas.

Eu que nunca me senti culpada por ter burlado alguma “regra”.

Eu que me derretia ao som de sua voz e suas falas sentimentais.

Perdi a cabeça e a consciência de que merecia mais.

Eu que fui inteira, e você à sua maneira.

Eu que sempre via arco íris, quando tudo entre nós já era poeira.

Eu que te ouvi além do que deveria.

E agi de tal maneira pensando que talvez o agradaria.

Eu que sofri demais, com a distância que você estabeleceu.

Não percebi que, nessa atitude, o que menos importava era eu.

Principalmente numa despedida onde você disse que me amava.

Mal eu sabia, que era uma forma de manter-me alienada.

Me desculpe por tardar algo que nunca existiu.

Acreditei que era obra do universo as situações que nos uniu.

Me perdoe por todos estes erros cometidos.

Eu sempre a desruptiva e você sempre o “comedido”.

Não consigo seguir sentindo que nada aconteceu.

Pois o problema não foi VOCÊ e sim ter te entregue tudo, porque o tudo era EU.

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