Não leve a mal se às vezes eu gargalhar alto,
Não consigo me controlar quando acho graça, principalmente
da vida.
Não leve a mal se eu falar palavrões,
Sinto que é necessário colocar nossa insatisfação para fora
sem comprometer a integridade física de alguém.
Não leve a mal se eu falar demais,
Perco-me com as palavras e me excedo principalmente quando
não devo.
Não leve a mal se eu não falar,
Quando não falo é quando mais preciso dizer.
Não leve a mal se eu mostrar que não preciso,
Seja de atenção, um sorriso ou uma palavra.
Às vezes eu preciso tanto destes gestos, quanto mostrar a
rejeição por eles.
Não leve a mal se eu me afastar,
A distância é necessária para medir a importância de se
ficar perto.
Não leve a mal se eu gritar,
Posso às vezes só estar cansada.
Não leve a mal se eu te sufocar,
Às vezes o que sinto é tão intenso que ficar perto pode não
ser o bastante.
Não leve a mal se eu me apaixonar,
Não consigo muito bem limitar minhas afeições.
Não leve a mal se eu me cansar.
Todo mundo precisa de um tempo para recuperar o fôlego.
Não leve a mal se eu chorar.
Nem sempre é tristeza, pode ser somente uma limpeza.
Não leve a mal se eu parecer louca.
Na verdade, não leve a mal se eu for realmente louca.
Não leve a mal eu ser tão distraída.
Tenho tantas coisas acontecendo dentro de mim que mal
percebo o que acontece ao meu redor.
Não leve a mal quando eu não responder,
Fico tão hipnotizada pelo olhar que as palavras desaparecem.
Não leve a mal se eu parecer encantada,
Entrego-me tanto à fantasia que por pouco não esqueço a
realidade.
Não leve a mal a bagunça toda que eu faço,
Tenho o péssimo costume de misturar tudo e fazer uma grande
confusão.
Não me leve a mal...
...Apenas me leve.



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