Longe de ser algum tipo de texto clichê, sobre como devemos
levar a vida, ou de autoajuda para nos tornar conformistas com a situação em
que nos encontramos.
Trata-se apenas de uma experiência pessoal e como a muito tempo
não escrevia, achei ser o momento e a abordagem ideal para voltar a fazer o que
gosto.
Sempre me expressei melhor na escrita do que na fala, o que
antes eu considerava um fator limitador hoje não me aflige mais.
A minha infância e adolescência fui acompanhada por diários,
agendas e cartas nunca enviadas.
O Escape de todas as cabeças pensantes e ativas encontram para todas estas questões que geram um turbilhão de
idealizações, sonhos, frustrações e cenários com o que queríamos ter dito ou o
que queremos falar, porém falta coragem ou oportunidade, enfim...
O que me faz escrever hoje é a vontade de compartilhar um
aprendizado que, mesmo com minha pouca existência, foi extremamente
significativo assim como sei que muitos ao meu redor sofrem com limitações e
paradigmas que afetam fatidicamente nosso comportamento e nosso sentimento.
Em todos estes textos motivadores, reflexivos é comum ver
frases como “você é capaz” “você é o que você pensa” e a que mais me deixava
incomodada era a “Somos o que queremos ser”.
O Primeiro pensamento é: ” -Não! Não sou, nem de longe, o
que queria ou o que quero ser.” “Eu gostaria de ter feito isto, aquilo,
conhecido tais lugares, ter seguido determinada profissão ou ter outro modelo
de vida que não este. ”
Para não dizer todos, a maioria das pessoas que eu conheço,
e mesmo as que eu não conheço, mas que de certa forma carregam na face a
insatisfação, levam consigo somente o peso da obrigação a ser cumprida no âmbito
social, profissional ou familiar.
Nestes anos em que me afastei dos meus devaneios registrados
em formas de textos, crônicas e afins, me apeguei muito nesta frase.... Somos o
que queremos ser... E busquei uma forma de tentar compreender porque diabos alguém
afirmaria isso com tanta convicção.
Chamem de reclusão, sociopatia,
depressão, intolerância ou chatice, mas eu prefiro titular este tempo que
passei comigo mesma de autoconhecimento e avaliação.
Percebi que isto não é apenas uma afirmação qualquer, e sim
uma verdade absoluta.
A partir do momento que você consegue compreender e enxergar
a sua insignificância perante a este universo que não para de expandir e
encontra o equilíbrio entre a importância que tem para ti mesmo e para os que
estão ao seu redor passamos a tomar escolhas mais conscientes que impactam
nestes dois paralelos de forma igual.
Você faz a escolha, e a partir daí vem os acontecimentos e consequências
destas escolhas, parece óbvio né?
Mas a escolha não é o agir, ela começa no sentir e no pensar.
É a transmissão energética de dentro para fora quem você quer ser, onde deseja
estar e em que mundo quer viver, pois o agir é o último estágio da escolha.
Escolhemos entre agradecer e reclamar.
Entre solidarizar e ignorar.
Fazer ou não fazer.
Temos total controle do que somos e do que emanamos, temos o
controle de nossa mente, corpo, alma e vida.
Escolhemos entre ser peso ou leveza
Luz ou treva
Choro ou sorriso.
Temos como controlar entre absorver ou abstrair a negatividade.
Somos capazes de atingir níveis inimagináveis de satisfação
quando nos dermos conta de que este planeta nada mais é do que uma grande e
povoada escola.
Sim, há beleza.
Há beleza na dor, há beleza na perda. Pode haver beleza onde
quer que a queira, basta querer ver a beleza.
Temos que treinar nosso corpo e nossa mente a transformar o
pensamento, transformar onde e como gastar a energia vital e magnética.
Dentre infinitas escolhas que podemos ter, ser, viver,
aprender e etc.. Eu escolhi ser melhor hoje do que fui ontem.
Prefiro distribuir os sorrisos que foram ignorados
Escolho ter a ciência de que todos temos nossos fantasmas,
mas prefiro exorcizar os meus diariamente.
Escolho viver. Não só viver, mas viver de uma forma que não
impacte negativamente em absolutamente nada neste universo.
Prefiro ser grata a cada dia pela nova oportunidade.
Escolho ser e distribuir o amor que me foi negado.
Escolho viver sem rancor.
Dentre todas as infinitas escolhas que podemos ter, prefiro
as mais leves.
Desde então, percebi que a chave de ativação de nossa
satisfação nunca esteve fora, nunca esteve no ter.
A chave de nossa existência satisfatória sempre esteve e
estará dentro de nós.
“Ou você gira a chave, engata a primeira e vai, ou viverá
seguindo no ponto morto temendo encontrar uma rampa pelo caminho”.


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