domingo, 1 de dezembro de 2019

Onde se apoiar quando todos estão desmoronando?



Existem períodos em nossas vidas que parece que o caos não terá fim.
Uma provação física, sentimental psicológica que parece não ter fim.

E percebo ao conversar com as diversas pessoas, de todos os tipos, que carregam dentro de si marcas profundas e recentes.

Está difícil viver nos tempos atuais, mal conseguimos sobreviver.

Muita vezes tentamos ser a pilastra para muitos, carregando nossas cruzes, e seguindo firme segurando a mão do próximo.

E quando não suportamos mais?
Onde nos apoiar, quando não há quem nem onde?

Chorar?

Já não há mais lágrimas.

Desesperar?

Nos faz tomar atitudes tolas.

Nos curvar?

NUNCA! Somente perante o universo.

Idealizar, ter fé, ser (palavrinha da moda) resiliente...

Como ter planos perante o caos?

Como não sentir ansiedade na sobrecarga deste mundo moderno?

Como manter-se são?

Busco pensar que tenho a obrigação de me levantar, em cada trombada, cada queda uma dor nova... Uma cicatriz latente que parece não se completar o processo nunca, pois quando está prestes a fechar, é rasgada novamente.

Somos Franksteins pateticamente cheios da fé.

E assim seguimos, rumo ao topo, diz os (palavrinha da moda) coachings.
Mas na verdade, rumo ao abismo.
Na mediocridade humana, na falta de bom senso comum, na falta de empatia epidêmica que a sociedade implementa assiduamente em nossas mentes.

Ser coerente e altruísta parece ser crime.
Mesmo assim, levantamos e seguimos...
Rumo ao abismo.
Como bobos da corte neste circo, seguimos.
Para não enlouquecer, ignoramos.
Para não ceder a hipocrisia, nos calamos.

Até quando?
Se tudo está desmoronando.

Em quem se apoiar, se muitos dos bons já estão caídos?

Senta aqui, acenda um cigarro...
Abre essa cerveja e brindamos a estupidez coletiva, e vamos ignorar todas as dores.
As nossas e as do mundo.
Porque tudo... Já está perto da destruição.

Nenhum comentário:

Postar um comentário